17 de julho de 2024

Europa continua a balançar o berço em que a China vai acolher a Rússia

O que poderia ser apenas um palpite ganha contornos bem nítidos e, talvez, uma certeza irreversível. A Europa, de forma imprudente e pouco sábia, está jogando a Rússia no colo da China. Já alertamos sobre isso aqui. O desastre das vias diplomáticas na Guerra na Ucrânia era evidente desde o primeiro momento, exatos três meses atrás. Agora os erros precoces já mandam boletos datados para todos os envolvidos.

Parece inacreditável como chefes de Estado, militares de altíssima patente, técnicos e assessores da elite política internacional estejam colocando o planeta no meio de uma aguda crise econômica, sem ponto visível de retorno. Parecem suicidas, no caso dos europeus.

Não há ideia mais equivocada do que comemorar um eventual “isolamento” da Rússia, decorrente das duras sanções econômicas impostas por EUA e países da Otan. Isolamento em relação a quem, caras pálidas?

O que se vê é uma aproximação inédita entre russos e chineses. Nem durante a era soviética as duas potências se entenderam; pelo contrário, trocavam animosidades. Basta prestar atenção no que disse, na segunda-feira (23), o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov: Moscou avaliará a necessidade de restabelecer os laços com o Ocidente caso receba ofertas, mas se concentrará no desenvolvimento das relações com a China.

Recado mais claro não poderia ser dado. Nem que seja por simplório bom senso, o Ocidente deveria, isso sim, evitar a consolidação de um gigantesco bloco oriental com forte acento ideológico comunista. Vladimir Putin não viverá para sempre, mas deixará sua herança autoritária e bélica. E os “democratas” do Velho Mundo, ensandecidos, já embalaram a Rússia para presente. Xi Jinping agradece.

FONTE: R7

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