24 de maio de 2024

Risco de demência em cães com mais de dez anos aumenta quase 70% a cada ano

A pesquisa, publicada na Scientific Reports, reuniu uma amostra de mais de 15 mil cães participantes do Dog Aging Project (DAP, na sigla em inglês), iniciativa que visa compreender de forma detalhada o envelhecimento de cães e humanos.

Os cientistas realizaram um teste de 13 questões com os donos dos voluntários, que avaliavam comportamentos como ficar preso atrás de objetos, andar de um lado para o outro e não reconhecer familiares. As respostas se davam a partir da frequência destes acontecimentos, classificadas de um a cinco, sendo um “nunca acontece” e cinco, o máximo, ocorre “mais de uma vez por dia”.

Além disso, algumas perguntas pediam aos donos para comparar a gravidade do comportamento atual de seu cão com a conduta de seis meses antes.

A pontuação mínima era de 16 e a máxima de 80, sendo que cães com mais de 50 pontos eram classificados como portadores de disfunção cognitiva canina.

Quando os cientistas consideraram critérios de raça, problemas de saúde existentes, estado de esterilização (se o animal era castrado ou não) e prática de atividade física, notaram que as chances de desenvolvimento de DCC diminuíram de quase 70% para 52%.

Além da chance anual, avaliando cães da mesma idade, estado de saúde, raça e estado de esterilização, os pesquisadores também descobriram que as chances de DCC foram 6,47 vezes maiores em cães que não eram ativos, em comparação aos muito ativos.

A partir do equilíbrio entre idade, raça, nível de atividade e outras comorbidades, os pesquisadores concluíram que cães com histórico de distúrbios neurológicos, oculares ou auditivos apresentaram um risco maior de desenvolvimento de DCC.

Os dados fornecem base para um diagnóstico preciso de disfunção cognitiva canina, mas também trazem uma analogia importante sobre a DA (doença de Alzheimer) em humanos.

“Os paralelos observados entre a DCC e a DA humana sugerem que os cães que apresentam DCC podem oferecer aos pesquisadores um modelo animal valioso para estudar características de doenças neurodegenerativas que são relevantes, mas desafiadoras para estudos em populações humanas”, explicaram no estudo.

E acrescentaram: “além disso, cães com DCC podem servir como candidatos a estratégias preventivas e/ou terapêuticas de DA”.

Os cientistas, em conclusão, reconhecem a relevância dos estudos para a qualidade de vida dos cães, mas declaram que os resultados podem ter sido influenciados pelas mudanças drásticas de rotina ocorridas devido à pandemia de Covid-19, o que não exclui a veracidade dos dados apresentados.

Fonte: D24am

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